ANA AMÉLIA MARCONDES LEIVA - Acadêmica







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Olá eu sou a Ana Amélia, Licenciada em Pedagogia Plena e em Educação Física pela Universidade Federal de Brasília, Especialista em Metodologia do Ensino Fundamental pela Universidade Federal de Goiás e especializanda em Planejamento Gestão e Implementação de Educação à Distancia, moro em Barretos, Amo Minha Vida, Meu Filho, Meus Pais, Minha Família, Meu Trabalho e Meus Maravilhosos Amigos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Artigo de Opnião

Analfabetismo Social


Ana Amélia Marcondes Leiva

Pedagoga

06/06/2010



Diante da realidade que vivemos nos grandes centros, pode parecer piegas a condição de vida da Maria caracterizada no pequeno filme, que abandona o seu processo e alfabetização para o trabalho domiciliar, é bem mais comum do que imaginamos em nosso mundo alfabetizado e tão recheado de informações midiáticas.

Infelizmente ao assistirmos o curta “Vida Maria” nos depararmos com a realidade, social, educacional e política do nosso país. Vemos que a vida da maioria das pessoas desprovidas de aprendizado funcional tende a se tornar um ciclo pernicioso, fadando as futuras gerações na contemplação de um futuro comprometido com a ausência de uma projeção individual.

Levando em consideração somente o trabalho doméstico e formação de família para a “lida” na terra que sofre com a ausência de produtividade.

Essa é a realidade vivida na região Nordeste do nosso País, metade das pessoas que vivem nestas regiões, de acordo com o Secretário do Estado de Pernambuco Danilo Cabral, são analfabetas.

Em nosso extenso país o analfabetismo é algo ainda presente no cotidiano de muitas “Marias”, que são tolhidas nas raízes de sonhos diante de um processo de crescimento e desenvolvimento humano e social, em um país que tenta lutar contra o analfabetismo funcional, rever situação de pleno abandono como o apreciado no pequeno filme, nos faz refletir, estamos realmente agindo de encontro a uma população carente de letramento???

                                  “Se quisermos transformar o Brasil em um País de letrados,
temos que começar pela infância.” Ottaviano de Fiore

 
Vejo na EJA, Educação de Jovens e Adultos uma tentativa de sanar o mal causado em um passado bem recente, no que tange a ausência da Educação Básica como direito do cidadão.

Para superar o Analfabetismo no Brasil, é preciso uma articulação das estruturas governamentais, políticas e educacionais, é preciso ofertar bem mais que uma formação básica, a oferta deve seguir no sentido de ampliar o conhecimento do indivíduo de forma global e integral, fornecendo meios para que ele se desenvolva e amadureça intelectualmente, alcançando assim uma melhor condição de vida.

É insuficiente olhar o analfabetismo pelo prisma do não saber ler e escrever, pois ele pode ser visto, também, como uma realidade sociológica sendo um dos principais indicadores de subdesenvolvimento de nossa sociedade consequentemente de nosso País.

     “O analfabetismo não é uma questão pedagógica, mas uma questão essencialmente política. (...) O educador precisa respeitar as condições culturais do jovem e do adulto analfabeto. (...)
É preciso entender, conhecer profundamente, pelo contato direto, a lógica do conhecimento popular, sua estrutura de pensamento em função da qual a alfabetização ou a aquisição de novos conhecimentos tem sentido”. Gadotti (2003)

Mais especificamente comentando o filme, percebo que bem mais que a ausência de condição econômica e social, persiste a condição submissa da aceitação da simples existência sem a perseverança na busca dos sonhos e dos ideais, situação a qual vias de regra não são rompidas diante de uma sociedade que sofre com as dificuldades cotidianas devido à falta de informação e de formação básica.

Vejo que o trabalho para a extinção das “Marias” existe, porém age de forma lenta, dependente de uma ação bem mais que educacional, uma ação social, política e econômica, que exista um processo de transformação de conceitos e preconceitos, agindo na raiz do problema que seria O Renascer de Maria, diante de um mundo letrado e cheio de oportunidades.



Referencias Bibliográficas:



O Diário de Pernambuco



GADOTTI, M. (2003) Um cenário possível da educação de jovens e adultos no Brasil. São Paulo: Instituto Paulo Freire.

FERREIRO, E. (2003) Alfabetização e cultura escrita. In: Nova Escola: 27-30, maio. São Paulo:

Conceitos de Leitura

Conceito: “A leitura é fundamentalmente, o processo de compreender o significado da linguagem escrita. Para os que sabem desfrutá-la, ela constitui uma experiência prazerosa que ilumina mundos de conhecimentos, proporciona sabedoria, permite conectar-se com autores e personagens literários que jamais conheceríamos pessoalmente e apropriar-se dos testemunhos dados por outras pessoas, tempos e lugares. Vista assim, sem dúvida, a leitura constitui a realização acadêmica mais importante na vida dos estudantes. Embora pareça incrível, todo este poder surge a partir apenas de 28 letras do alfabeto que se articulam entre si de maneira quase infinita.”

Conceito: “Ler é atribuir significado ao texto que se lê, é mais que decodificar porque:


• Antes ou durante a leitura antecipamos o seu conteúdo através dos conhecimentos prévios ou dos elementos que o próprio texto traz.

• Fazemos interferências (dedução) daquilo que não está explícito no texto com base em outras leituras ou experiências anteriores.

• Buscamos confirmação durante a leitura através de informações contidas no próprio texto ou em nossas experiências anteriores.

• Ao ler, percebemos as palavras globalmente; selecionamos apenas os índices relevantes.

Projeto de Intervenção - "Conto de Fadas"

Projeto “Conto de Fadas”


1.Introdução

Os contos de fadas estão envolvidos no maravilhoso mundo das crianças e partem de uma situação real e concreta, para proporcionar emoções e vivências significativas. Neste gênero aparecem seres encantados e elementos mágicos pertencentes a um mundo imaginário que todas as crianças se encantam. Por meio de linguagem simbólica dos contos, a criança vem a construir uma ponte de significação do mundo exterior para seu mundo interior, aprendendo valores, refletindo sobre suas ações, desenvolvendo seu senso critico, sua criatividade, sua expressão e linguagem.

1.1 Justificativa

Cada conto de fada leva a criança a um mundo diferente o que enriquecerá o conhecimento em todas as áreas.

A literatura infantil é como uma manifestação de sentimentos e palavras, que conduz a criança ao desenvolvimento do seu intelecto, da personalidade, satisfazendo suas necessidades e aumentando sua capacidade crítica. Esta literatura tem o poder de estimular e/ou suscitar o imaginário, de responder as dúvidas do indivíduo em relação a tantas perguntas, de encontrar novas idéias para solucionar questões e instigar a curiosidade do leitor. Nesse processo, ouvir histórias tem uma importância que vai além do prazer. É através de um conto e/ou de uma história, que a criança pode conhecer coisas novas, para que efetivamente sejam iniciados a construção da linguagem, da oralidade, idéias, valores e sentimentos, os quais ajudarão na sua formação pessoal.

1.2 Problema

Apresentar para o educando o maior número de contos para que o mesmo se envolva e se interesse pelo processo de leitura.

Ler é uma atividade muito comum na vida profissional e não profissional. É a leitura o que fica da escola para a vida, muito mais que a escrita. A leitura é, nas palavras de Cagliari, “o maior tesouro legado pela escola”.









1.3 Hipótese

Considerando que o gosto pela leitura se constrói através de um longo processo e que é fundamental para o desenvolvimento de potencialidades, há a necessidade de se propor atividades diversas e diferenciadas.

De acordo com Zilberman (2003, p.30):"... o uso do trabalho na escola nasce, pois, de um lado, da relação que se estabelece com seu leitor, convertendo-o num ser crítico perante sua circunstância..."

1.4 Revisão da Literatura

Os contos de fada dirigem a criança para a descoberta de sua própria identidade e também sugerem as experiências que são necessárias para desenvolver ainda mais o seu caráter. "Eles alimentam a imaginação e estimulam as fantasias, pois nem todos os nossos desejos podem ser satisfeitos através da realidade. Daí a importância da fantasia como recurso adaptativo. Na seleção de histórias para serem oferecidas na hora do conto, é importante incluir contos de fadas". (Silveira, 1996, p. 12)

A conquista do pequeno leitor se dá através da relação prazerosa com o livro infantil, onde sonho, fantasia e imaginação se misturam numa realidade única, e o levam a vivenciar as emoções em parceria com os personagens da história, introduzindo assim situações da realidade.



é ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranqüilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo o que as narrativas provocam em quem as ouve - com toda a amplitude, significância e verdade que cada uma delas fez (ou não) brotar ... Pois é ouvir, sentir e enxergar com os olhos do imaginário! (Abramovich, 1995, p. 17).

Segundo Dohme (2000) as histórias são excelentes ferramentas de trabalho na tarefa de educar, pois as crianças gostam muito e se envolvem com a narração. Além disso, existe uma variedade de temas que, para aplicá-las não requer recursos materiais inacessíveis.



2. Objetivos

2.1 Objetivo Geral

O objetivo do projeto baseia-se então na valorização da leitura como fonte de entretenimento e desenvolvimento de critérios de escolha.

Ao trazer a literatura infantil para a sala de aula, o professor estabelece uma relação dialógica com o educando, o livro, sua cultura e a própria realidade. Além de contar ou ler a história, ele cria condições em que a criança trabalhe com a história a partir de seu ponto de vista, trocando opiniões sobre ela, assumindo posições frente aos fatos narrados, defendendo atitudes e personagens, criando novas situações através das quais as próprias crianças vão construindo uma nova história. Uma história que retratará alguma vivência da criança, ou seja, sua própria história. De acordo com Abramovich (1995, p.17),



ler histórias para crianças, sempre, sempre ... É poder sorrir, rir, gargalhar com as situações vividas pelas personagens, com a idéia do conto ou com o jeito de escrever dum autor e, então, poder ser um pouco cúmplice desse momento de humor, de brincadeira, de divertimento ... É também suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é encontrar outras idéias para solucionar questões (como as personagens fizeram ...). É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso dos conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos - dum jeito ou de outro - através dos problemas que vão sendo defrontados, enfrentados (ou não), resolvidos (ou não) pelas personagens de cada história (cada uma a seu modo) ... É a cada vez ir se identificando com outra personagem (cada qual no momento que corresponde àquele que está sendo vivido pela criança) ... e, assim, esclarecer melhor as próprias dificuldades ou encontrar um caminho para a resolução delas ...









2.2 Objetivos Específicos

- Identificar personagens de contos de fadas, como: magos, fadas, duendes, anões, gigantes, etc.

- Identificar os contos pela linguagem típica dos mesmos;

- Desenvolver a linguagem oral;

- Ler, ainda que de forma não convencional;

- Dramatizar histórias, por meio de expressões orais e dança;

- Identificar soluções de conflitos presentes nos contos;

- Identificar títulos de histórias conhecidas;

- Resgatar a importância do contar história, no contexto familiar;

- Desenvolver o senso crítico e a criatividade;

- Aprender valores.

- Leitura de contos de fadas e histórias infantis;

- Criar situações de fantasias e encantamento;

-Trabalhar as emoções que as histórias transmitem;

-Resgatar a importância que os contos populares e o de fadas exercem sobre as crianças;

-Dramatização de histórias conhecidas, onde as crianças sejam as personagens;

- Apreciação da leitura feita pela professora;

- Identificação de valores encontrados nos personagens das histórias.

Daí a importância em se propiciar a leitura e a literatura de modo a permitir ao aluno criar e recriar o universo de possibilidades que o texto literário oferece. Pode-se dizer que a escola tem a oportunidade de estimular o gosto pela leitura se consegue promover de maneira lúdica o encontro da criança com o trabalho.

A esse respeito Zilberman (2003, p. 16) descreve que:



"... a sala de aula é um espaço privilegiado para o desenvolvimento do gosto pela leitura, assim como um campo importante para o intercâmbio da cultura literária, não podendo ser ignorada, muito menos desmentida sua utilidade. Por isso, o educador deve adotar uma postura criativa que estimule o desenvolvimento integral da criança."







3. Metodologia

Experiências felizes com a literatura infantil em sala de aula são aquelas em que a criança interage com os diversos textos trabalhados de tal forma que possibilite o entendimento do mundo em que vivem e que construam, aos poucos, seu próprio conhecimento. Para alcançarmos um ensino de qualidade, se faz necessário que o professor descubra critérios e que saiba selecionar as obras literárias a serem trabalhadas com as crianças. Ele precisa desenvolver recursos pedagógicos capazes de intensificar a relação da criança com o livro e com seus próprios colegas. Segundo Bettelheim (1996),



para que uma estória realmente prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade. Mas para enriquecer sua vida, deve estimular-lhe a imaginação: ajudá-la a desenvolver seu intelecto e a tornar claras suas emoções; estar harmonizada com suas ansiedades e aspirações; reconhecer plenamente suas dificuldades e, ao mesmo tempo, sugerir soluções para os problemas que a perturbam ... (p.13).





3.1 Tipo de Projeto

Este projeto tem por finalidade o desenvolvimento psicossocial dos educandos, sendo assim um projeto de trabalho do tipo exploratório, interventivo e descritivo.



3.2 Universo e Amostra

Educandos matriculados na rede municipal de ensino.



3.3 Seleção dos Sujeitos

O projeto será realizado com todas as salas de aula da escola, sendo que os grupos serão divididos de acordo com a maturidade literária dos indivíduos.













3.4 Elaboração do Instrumento

Contar histórias é brincar com as palavras, sonhos, imaginação, expressões, sentimentos... É deixar, por alguns instantes, de ser você mesmo para assumir um pouco da vida dos personagens. Contar histórias é se entregar aos ouvintes: imaginar como conquistá-los, tentar adivinhar como cada palavra, gesto, expressão repercutirá no interior de cada um.

Serão desenvolvidas m mensalmente as sessões simultâneas de leitura de contos ou histórias.

1ª etapa:

Cada professor deve selecionar a história que lerá nas sessões de leitura. É importante que tenha certo grau de novidade. Cada um elabora um cartaz propaganda com a cópia da capa do livro que lerá, a resenha e o espaço para inscrições, fixando o no mural da escola.



2ª etapa

Compartilhe com a turma as propostas de leitura, comentando as resenhas e conversando sobre as expectativas a respeito das histórias. Não se deve identificar quem lerá cada conto, pois isso fornece outros critérios de escolha: as crianças não optam por uma obra literária, mas por um leitor conhecido, há a tendência de ele ser o próprio professor, perdendo-se o potencial desse projeto, que é criar uma comunidade maior de leitores. Assim cada um se inscreve na sessão que deseja participar.



3ª etapa

No dia marcado para o evento, oriente as crianças sobre a sala para a qual devem se dirigir e se prepare para receber seu publico leitor. No começo da atividade, apresente o conto de modo a gerar suspense e interesse e, então realize a leitura. Depois abra espaço para conversar sobre a história.



4ª etapa

Quando as crianças voltarem para as salas, crie um momento de troca em que elas possam contar sobre a história que escutaram (com a regra de jamais revelarem o fim)



5ª etapa

As sessões se repetem mais duas vezes, com intervalos quinzenais. Antes da próxima, há uma nova apresentação (na segunda e na terceira vez, as crianças podem ajudar, pois já conhecem as obras) e a escolha do conto que ouvirão um dos professores ler. Depois desse período, novas rodadas podem ser planejadas.









4. Referencias Bibliográficasas



ABRAMOVICH, F. Literatura infantil: gostosuras e bobices. 5.ed. São Paulo : Scipione, 1995.

BETTELHEIM, B. A psicanálise dos contos de fadas. 11.ed. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1996. p. 11-43.

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e lingüística. São Paulo: Scipione, 1989.

DOHME, V. Técnicas de contar histórias: um guia para desenvolver as suas habilidades e obter sucesso na apresentação de uma história. 3. ed. São Paulo: Informal, 2000. 223 p.

SILVEIRA, Itália Maria Falceta da. Ensinar a pensar: uma atividade da biblioteca escolar. R

Bibliotecon. & Comun., Porto Alegre, v. 7, p. 9-30, jan./dez. 1996.

ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 11. ed. São Paulo: Global, 2003.

Projeto Pesquisa - Leitura no Ensino Fundamental

Avaliação da Competência Leitora de Educandos do Primeiro Ano do Ensino Fundamental


1. Introdução

Ao vivenciarmos a inclusão das crianças menores de sete anos na aprendizagem da leitura e da escrita no ensino fundamental de nove anos, nos deparamos com a discussão acerca do ensino e da aprendizagem da leitura e da escrita, sob esta nova perspectiva e desafio, revela-se uma complexidade e uma necessidade de se explicitar os diferentes pontos de vista diante de uma teoria e uma prática quando se fala em antecipação de aprendizado ou compensação em etapas posteriores da educação básica.

Vejo que ao refletirmos sobre esta didática devemos primeiramente respeitar a criança e seu tempo de vida, permitir que a criança se desenvolva no processo de letramento de maneira diversificada, lúdica e efetiva, interagindo com o universo infantil.

1.1 Justificativa

Atualmente é comum encontrarmos crianças e adultos com dificuldades na interpretação e compreensão desde textos mais simples até as leituras mais específicas e complexas, tal fato ocorre devido à falta de leitura ativa no cotidiano, a informação direta por meios televisivos e mídias em geral trazem informações simples e diretas facilitando a compreensão e tornando a maioria da população ociosa em leituras competentes.

Conforme podemos verificar de acordo com Freire (1989), a “leitura de mundo” precede a leitura da palavra, sendo assim a compreensão do texto se dá a partir de uma leitura crítica, relacionando o texto e o contexto, o leitor crítico deixa de ser apenas um decodificador de sinais e sim um construtor textual no processo da leitura.

Este trabalho visa intensificar a necessidade do desenvolvimento de indivíduos com leitura competente, os tornando cidadãos críticos, responsáveis e construtivos diante da sociedade, utilizador do bom diálogo e da boa escrita como forma de mediar conflitos e na tomada de decisões coletivas, assim como é garantido nos Parâmetros Curriculares Nacionais.

Diante desta perspectiva, a evolução histórica da linguagem, a própria estrutura do significado e a sua natureza psicológica mudam de acordo com o contexto vivido. A partir das generalizações primitivas, o pensamento verbal eleva-se ao nível dos conceitos mais abstratos. (Vigotski,1997:30). Não é simplesmente o conteúdo de uma palavra que se altera, mas o modo pelo qual a realidade é generalizada em uma palavra. O significado dicionarizado de uma palavra nada mais é do que uma pedra no edifício do sentido; não passa de uma potencialidade que se realiza de formas diversas na fala. (Vigotski,1998:156)

1.2 Problema

Avaliar a Competência Leitora de Educandos do Primeiro Ano do Ensino Fundamental, é algo de extrema importância para o reconhecimento da real do desenvolvimento do processo de alfabetização e letramento.

Ler é uma atividade muito comum na vida profissional e não profissional. É a leitura o que fica da escola para a vida, muito mais que a escrita. A leitura é, nas palavras de Cagliari, “o maior tesouro legado pela escola”.

1.3 Hipótese

Sabendo que a leitura competente é fundamental para o desenvolvimento integral do indivíduo dentro da sociedade, devemos estar constantemente avaliando o perfil leitor e buscando novas metodologias para o desenvolvimento do mesmo. Para tanto ao retratarmos a fiel realidade leitora de indivíduos do primeiro ano do ensino fundamental temos a oportunidade de iniciar um trabalho que auxilie o educando em seu desenvolvimento da leitura e escrita.

1.4 Revisão da Literatura

Para os autores Alliende e Condemarín (2005, p. 24),



Mesmo que a aquisição da leitura possa ser descrita por meio de etapas gerais, as crianças adquirem a leitura e a escrita com diferentes ritmos mediante uma variedade de caminhos. As tentativas de estabelecer sequencias claramente delimitadas, como no caso da maioria dos programas de preparação, não levam em conta as variações do desenvolvimento. (Alliende;e Condemarín, 2005, p. 24).

Golbert é decisiva ao afirmar que “uma boa parte das dificuldades existentes na escola serão superadas se as metodologias de ensino considerar os princípios básicos que dirigem a linguagem oral (p.110)”.

“Em sociedade, são múltiplos e diversificados os usos da leitura. Lê-se para conhecer.

Lê-se para ficar informado. Lê-se para aprimorar a sensibilidade estética. Lê-se para fantasiar e

imaginar. Lê-se para resolver problemas. E lê-se também para criticar e, dessa forma

desenvolver posicionamentos diante dos fatos e das idéias que circulam através dos textos”.

(SILVA,1998 b:27).



A SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO DE BARRETOS (2009) no Programa TOPLE, segundo a psicologia psicolingüística, ao ensinar a leitura, o educador precisa conhecer os processos mentais (cognição) que estão por detrás do comportamento leitor do educando: memória, atenção, percepção, transferência de aprendizagem, repertório, conhecimentos prévios, estabelecimentos de relações, etc.



2. Objetivos

2.1 Objetivo Geral

O objetivo da pesquisa baseia-se então em verificar o perfil leitor de crianças do primeiro ano do ensino fundamental durante o processo de alfabetização e letramento.

Diante de tal objetivo é necessário afirmar que a avaliação deve ultrapassar os limites da competência gramatical dos falantes expandindo as perspectivas, assim como nos afirma MARCUSCHI, que não fique na epiderme do dito ou supostamente literal.



2.2 Objetivos Específicos

Verificar o perfil leitor quanto à compreensão, a interpretação e a identificação textual.

Sabemos que é nos processos da leitura, escrita e reescrita de textos, que ocorrem a compreensão dos educandos das normas convencionais, sem que ocorra necessidade de memorização de uma infinidade de regras e exceções, próprias de nossa língua portuguesa.

Sendo assim verifica-se a importância em se propiciar a leitura atraente e diversificada, promovendo uma efetiva prática de forma lúdica e atraente.









A esse respeito Zilberman (2003, p. 16) descreve que:



"... a sala de aula é um espaço privilegiado para o desenvolvimento do gosto pela leitura, assim como um campo importante para o intercâmbio da cultura literária, não podendo ser ignorada, muito menos desmentida sua utilidade. Por isso, o educador deve adotar uma postura criativa que estimule o desenvolvimento integral da criança."



3. Metodologia

A literatura infantil é como uma manifestação de sentimentos e palavras, que conduz a criança ao desenvolvimento do seu intelecto, da personalidade, satisfazendo suas necessidades e aumentando sua capacidade crítica. Esta literatura tem o poder de estimular e/ou suscitar o imaginário, de responder as dúvidas do indivíduo em relação a tantas perguntas, de encontrar novas idéias para solucionar questões e instigar a curiosidade do leitor. Nesse processo, ouvir histórias tem uma importância que vai além do prazer. É através de um conto e/ou de uma história, que a criança pode conhecer coisas novas, para que efetivamente sejam iniciados a construção da linguagem, da oralidade, idéias, valores e sentimentos, os quais ajudarão na sua formação pessoal.

Assim sendo utilizamos como metodologia para a avaliação uma pequena parlenda, conhecida como “A Casinha da Vovó”.



3.1 Tipo de Pesquisa

Esta pesquisa tem por finalidade avaliar e descrever o perfil leitor de educandos do primeiro ano do ensino fundamental, sendo esta uma pesquisa de levantamento em campo, descritiva e de natureza qualitativa.



3.2 Universo e Amostra

Educandos matriculados na rede municipal de ensino.



3.3 Seleção dos Sujeitos

A pesquisa será realizada ao longo de uma semana em apenas uma das classes da escola.

A sala escolhida será obrigatoriamente um primeiro ano, com indivíduos entre cinco e seis anos de ambos os sexos.



3.4 Elaboração do Instrumento

A pesquisa será efetuada diante de um trabalho que será realizado ao longo de uma semana onde os educandos serão apresentados ao texto “ A Casinha da Vovó”, o trabalho envolverá, a confecção de cartazes, leituras compartilhadas, reescritas, atividades textuais relacionadas ao texto, ditados entre outros recursos possíveis que facilitem a absorção do conhecimento e compreensão textual.

Ao final da semana será aplica uma avaliação diagnóstica que será aplicada de forma individual e buscará no educando o conhecimento e a compreensão do texto trabalhado durante a semana.





3.5 Coleta de Dados

Os dados coletados para atender os objetivos de avaliar a competência leitora dos educandos serão: a compreensão, a interpretação e a identificação textual, dos indivíduos.

Diante dos critérios da Capacidade Leitora:

- sabe decodificar palavras

- sabe reconhecer globalmente as palavras

-Lê e compreende a frase

- Compreende o texto

-Localiza informações no texto.




3.6 Tratamento dos Dados

Os dados coletados servirão para a construção de uma tabela individual por educandos e um gráfico geral da sala.

Tendo como base a Matriz de Referencia que se divide em duas dimensões,

1ª Dimensão- Objeto do Conhecimento (tópicos)

2ª Dimensão- Competências (descritores que indicam habilidades a serem avaliadas)

Tópico 1 – Procedimentos de Leitura

D1 – Localizar informações explícitas no texto

D2 – Inferir sentido a uma palavra ou expressão

D3 – Inferir uma informação implícita no texto

D6 – identificar o tema do texto

Tópico II – Implicações de suporte, do gênero e ou enunciados a compreensão do texto.

D5 – Interpretar o texto com auxílio de material gráfico diverso, propagandas, quadrinhos, etc.

Os dados serão aplicados na construção do gráfico que terá como critério de avaliação os itens:

- Sim

- Não

- Nem sempre

- Com dificuldade

Assim, diante das avaliações e gráficos poderemos alcançar o percentual dos descritores que alcançam os níveis de competência leitora, sendo estes pontuados da seguinte forma:

- 2 – Insuficiente

- 4 – Abaixo do Básico

- 6 – Básico

- 8 – Proficiente

- 10 – Avançado

5. Referências Bibliográficas


ALLIENDE, Felipe; CONDEMARÍN, Mabel. A Leitura: Teoria, Avaliação e Desenvolvimento. 8. Ed. Artmed, 2005, cap. 1, p. 24.



BORDINI, M.G. e AGUIAR, V.T. Literatura: a formação do leitor - alternativas metodológicas. 2.ed., Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993.



CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e lingüística. São Paulo: Scipione, 1989.



FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam.23ª. ed. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.



GOLBERT, C. S. (1988). A Evolução Psicolinguística e suas implicações na Alfabetização: Teoria, Avaliação, Reflexões. Porto Alegre: Artes Médicas.



MARCUSCHI, L.A . Leitura como processo inferencial num universo cultural cognitivo, Anais I Encontro Interdisciplinar de Leitura, Londrina, 1984.



MEC – PDE, A criança de seis anos, a Linguagem Escrita e o Ensino Fundamental de Nove Anos, Orientações para o trabalho com linguagem escrita em turmas de crianças de seis anos de idade, 1ª ed. Brasília, 2009.



PROGRAMA TOPLE- TODOS PELA LEITURA E ESCRITA, 1, 2009, Barretos, Professora Regina Maria Dechen Junqueira Franco, SME, 2009.



SILVA, E. T. O ato de ler. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 1987.



VYGOTSKI, Liev Semiónovittch. A formação social da mente. 2.ed.São Paulo: Martins Fontes, 1997.



VYGOTSKI, Liev Semiónovittch. Pensamento e linguagem. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.



ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 11. ed. São Paulo: Global, 2003.