ANA AMÉLIA MARCONDES LEIVA - Acadêmica







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Olá eu sou a Ana Amélia, Licenciada em Pedagogia Plena e em Educação Física pela Universidade Federal de Brasília, Especialista em Metodologia do Ensino Fundamental pela Universidade Federal de Goiás e especializanda em Planejamento Gestão e Implementação de Educação à Distancia, moro em Barretos, Amo Minha Vida, Meu Filho, Meus Pais, Minha Família, Meu Trabalho e Meus Maravilhosos Amigos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Pedagogia de Projetos a Educação do Futuro





INTRODUÇÃO

A pedagogia de projetos é uma forma de aprendizagem que busca a aprendizagem reflexiva, onde o educando deixa de ser um invólucro de armazenamento de informações passando a ser um indivíduo compreensivo com competência suficiente para escutar, observar, pensar e questionar os mais diversos campos do conhecimento.



CONTEXTO SÓCIO CULTURAL

O contexto onde foi desenvolvido o trabalho do estágio supervisionado foi uma sala de sétima série da Escola Municipal “Prof. Giuseppe Carnímeo”, onde pude trabalhar juntamente com a Professora de Educação Física Maria Lúcia. A escola está inserida em um bairro de periferia da cidade de Barretos, onde a maioria da população é carente.

A escola não tem por hábito o trabalho com projetos, percebi que existe uma tentativa em realizar estes trabalhos, que inicialmente são complexos para serem trabalhados, porém a partir do momento que os educandos compreendem o processo de elaboração se tornam participantes ativos da dinâmica.



RELATO TEÓRICO

O trabalho do professor na pedagogia de projetos deve estimular a aprendizagem e auto-confiança, criar e estruturar momentos de aprendizagem dinamizar e animar as situações de aprendizagem.

Para isto afirma Paulo Freire (2006, 39):

“Por isso é que, na formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática. O próprio discurso teórico, necessário à reflexão crítica, tem de ser de tal modo concreto que quase se confunda com a prática. O seu “distanciamento” epistemológico da prática enquanto objeto de sua análise, deve dela “aproximá-lo” ao máximo.”





A pedagogia de projetos é uma forma de o educando atuar como protagonista da aprendizagem segundo Demo (2000) a sala de aula é um espaço onde se produz conhecimentos, oportunizando a construção da pedagogia da autonomia e excluindo a pedagogia da dependência, onde o educando se torna menos dependente do professor, tem mais consciência crítica e principalmente reconhece e valoriza suas capacidades e habilidades.



RELATO DA EXPERIENCIA

O trabalho iniciou com a solicitação para a autorização do estágio supervisionado, seguido da observação do grupo onde ocorreria o estágio.

Para a escolha do tema do Projeto sofri com certa dificuldade no trabalho com os educandos, muitos se recusavam a participar, porém finalmente conseguimos elaborar o tema que ficou definido como “Alimentação e Atividade Física”.

Ofereci aos educandos uma variedade de fontes de pesquisa relacionadas ao tema elencado, neste momento percebi que os educandos gostavam muito de pesquisar, porém de forma involuntária, eles pesquisavam descobriam novos conhecimentos em relação ao tema sem nem sequer tomar conhecimento do que estavam realizando.

O trabalho do planejamento e da elaboração do índice realmente foi complexo, os educandos não compreendiam os objetivos do trabalho, porém fui orientando e ao poucos fomos encontrando meios de elencar nosso trabalho.

No processo de contextualização tive a grande sorte em escolher um tema atraente e de um autor conhecido, o texto foi “O peso da Adolescência” do Dr. Dráuzio Varela, fato que atraiu bastante a atenção dos educandos, foi um momento muito gratificante quando eles começaram a estabelecer relações entre o texto, a realidade deles e o projeto que estávamos desenvolvendo.

Conversamos também sobre a Interdisciplinaridade, onde ficou muito claro que nenhuma disciplina existe sozinha, que todos conhecimentos estão realcionados, que em nosso trabalho poderíamos nos utilizar da educação física para elaborar exercício, matemática no cálculo das calorias, química na composição dos alimentos, biologia nas reação do corpo em relação a atividade física e a alimentação.

O momento da instrumentalização e da dialogicidade, foi o momento que mais falhei, apresentei tabelas calóricas, tabelas com atividades e seus gastos energéticos, eles ficaram impressionados com o quanto é difícil a queima de calorias. Neste dia fiquei muito triste comigo mesma, acredito que teria surtido mais efeito se tivesse realizado uma tarefa bem simples, ter levado para cada um uma bala ou bombom, e ter proposto uma atividade a ser desenvolvida até queimar as calorias obtidas com o alimento oferecido, tenho certeza que eles iriam adorar e ficaria bem mais ilustrativo, porém a gente aprende errando.

A sistematização e a totalidade foi um momento bom e ruim ao mesmo tempo bom, pois ofereci como forma de trabalho a elaboração de cartazes relacionados a boa e a má alimentação e a prática de atividades físicas e o sedentarismo, tarefa que foi feita com facilidade, porém quando solicitei uma pequena redação sobre o assunto foi lamentável, primeiro não queriam fazer, insisti e depois percebi o porque da recusa, eles redigem mal e com grande dificuldade, cometem erros ortográficos primários além da gramática sofrível.

A criticidade foi realmente compensatória, orientei em relação a crítica construtiva e me senti muito feliz com a elaboração de questões coerentes ao cotidiano deles e também críticas relacionadas ao projeto.

Na orientação para a apresentação aproveitamos os cartazes que havíamos elaborado anteriormente e cada grupo ficou responsável por explicar uma situação do problema elencado.

A apresentação ocorreu tranquilamente entre o grupo, um grupo explicou sobre má alimentação, outro sobre o sedentarismo, outro sobre a prática de atividades físicas e outro sobre a alimentação adequada.



PROPOSTA PEDAGÓGICA

Infelizmente não tive acesso ao projeto político pedagógico da escola, porém tanto a professora Maria Lúcia quanto a vice- diretora Luciana, aprovaram a minha proposta de projeto, afirmando que a mesma estava de acordo com a proposta da escola e da secretaria de educação, ou seja uma proposta construtivista.



RESULTADOS E ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Ao final dos trabalhos percebi que todos estavam satisfeitos com os resultados, é claro que a participação não foi integral do grupo, o que seria o ideal. Porém acredito que naquele momento foi lançada uma semente que poderá germinar.

Acredito que o resultado deste trabalho não seja verificado agora, tendo em vista que tudo foi uma grande novidade tanto para mim quanto para os educandos, o que ficou de todo trabalho foi mais uma lição que somente a experiência e a vida pode trazer, somos capazes de realizar, idealizar e aprender, quando digo somos capazes me refiro a mim mesma e aos estudantes, pois acredito que mais aprendi do que ensinei, por mais que pareça o contrário.



CONCLUSÕES FINAIS

A pedagogia de projetos me ensinou muitas coisas novas, que devemos valorizar e incentivar em nosso educandos competências como, curiosidade, utilização e recriação do conhecimento, questionar, ter opinião própria, elaborar auto aprendizagens, trabalhar em equipe de forma cooperativa, adaptação sem perda de autenticidade, saber responder ao estímulo imediato, aceitar as diferenças intelectuais, compreender a sistemática dos fatos que compõem um todo, comunicação, interação, integração, auto controle, conhecimento e estima.

Não é fácil iniciar os trabalhos com a pedagogia de projetos, acredito que para trabalho cotidiano é preciso que haja um trabalho prévio que estimule o educando de forma a que ele idealize e realize o projeto sem nem sequer tomar conta do trabalho, quando este perceber ele já fez o projeto e está gostando do que e como o faz.

Porém é preciso modificar muito além da intenção do professor em sua metodologia de ensinar, é preciso que a escola e a sociedade estejam preparadas para esta metodologia.

A escola precisa se reorganizar de forma reflexiva o formar seus professores para esta reflexão, porém é preciso salientar a atentar para os modelos os quais estamos acostumados, ou seja, transformar nossos paradigmas.

A organização curricular deixaria de ser elencadas em conteúdos ou programas e atenderia os objetivos, os ciclos de aprendizagem seriam plurianuais e não anuais, os grupos seriam flexíveis e não homogêneos, os projetos aconteceriam de forma pluridisciplinar e não uma aprendizagem segmentada (PERRENOUD 2004) .

Todas estas mudanças não são fáceis, temos um modelo que e seguido há tempos, porém nada impede que as mudanças ocorram, é preciso semear os saberes buscando novas reflexões que oportunizem uma formação efetiva e competente de nossos educandos.

REFERENCIAS

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 34ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 2006.



DEMO, Pedro. Saber Pensar. 2ª edição. São Paulo: Cortez, 2000.



Perrenoud, Philippe : Professores Reflexivos em uma escola reflexiva. 3.ª ed. São Paulo: Cortez, 2004.

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